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Capim, pena, casulo e plástico: os materiais estranhos que mais afetam o tabaco

Capim, pena, casulo e plástico: os materiais estranhos que mais afetam o tabaco

12/05/2026

Na correria da safra, os olhos se acostumam rapidamente com as cores do tabaco curado no galpão. Contudo, é nesse ponto que a atenção precisa ser redobrada. Alguns materiais indesejados se camuflam tão bem no meio das folhas que passam batidos na hora da separação. Para não deixar que essa impureza desvalorize o seu fardo, o primeiro passo é saber para onde olhar e o que procurar.

 

Por terem cor e textura muito parecidas com o fumo curado, o capim e a palha se camuflam no fardo, o que dificulta a limpeza manual. Na fábrica, as máquinas enfrentam o mesmo desafio para separar esses materiais. O maior problema acontece na linha de processamento: caso essa impureza chegue até a etapa de debulha, de separação do talo e da lâmina, ela acaba sendo triturada junto com o tabaco. Assim, um pedaço de capim se multiplica em diversos fragmentos, contaminando uma quantidade ainda maior de produto.

 

O paiol não é lugar de criação. Penas de aves, como galinhas e pássaros soltos, e casulos de insetos trazem uma contaminação animal direta para o produto. Uma única pena que passa despercebida no fardo acaba manchando o lote inteiro aos olhos do comprador, pois demonstra que houve falha na higiene do ambiente de armazenagem e classificação.

 

Fios de ráfia de sacarias agrícolas, pedaços de lona plástica, espuma de colchão velho ou cordões sintéticos são críticos. Ao longo do processamento na fábrica, eles podem se despedaçar em microplásticos. Se esses resíduos chegarem ao final da linha, emitem fumaça tóxica quando expostos ao calor, quando o cigarro é acesso, e comprometem a segurança de todo o lote.

 

A regra no dia a dia é entender que o ambiente do tabaco é exclusivo para isso. O produtor precisa manter os animais longe das estufas e paióis o tempo todo. Na hora de transportar as folhas, o ideal é nunca usar sacos de adubo ou lona plástica, optando sempre por materiais naturais como estopa. Além disso, é preciso ter atenção às roupas de quem manuseia o tabaco, evitando blusas de lã felpudas ou desgastadas que possam soltar fiapos sintéticos no meio do produto.